A vacina contra influenza é a melhor proteção contra gripe e o seu desenvolvimento evoluiu ao longo das décadas através da colaboração entre os setores público e privado. A vigilância global dos vírus da influenza é essencial para identificar os casos e fornecer as informações necessárias para cada país e esta conexão foi a base para o GISN (Monitoramento Global Contra Influenza) que nos fornece informações de risco, epidemiologia, evolução molecular dos vírus e formar as bases para a seleção de novas cepas virais. As recomendações da Organização Mundial de Saúde são previamente informadas, baseando-se nas cepas de maior circulação no período aproximado de oito meses da próxima gripe e a composição da “cepa mãe” é publicada e distribuída aos fabricantes, para que os mesmos iniciem as produções das vacinas.
Para 2009, a Organização Mundial de Saúde recomendou as seguintes cepas:
A/BRISBANE/59/2007 (H1N1) – LIKE VÍRUS
A/BRISBANE/10/2007 (H3N2) – LIKE VÍRUS
B/FLORIDA/4/2006 – LIKE VÍRUS
A gripe é sazonal, caracterizando-se por sintomas como febre que normalmente varia entre 38ºC e 40ºC, com duração de 1 - 3 dias e pico nas primeiras 24 horas. Em menor freqüência, também são observados: náuseas, dores abdominais e diarréia. A dor de garganta ocorre em mais da metade dos casos e pode ser acompanhada por faringite (inflamação da faringe).
A tosse seca e a coriza, geralmente, estão dentre os primeiros sintomas a aparecer, mas podem passar despercebidas devido à intensidade dos outros sintomas. É possível, ainda, que o paciente apresente lacrimejamento, fotofobia (intolerância à luz), ardência e dor ao movimentar os olhos.
Em adultos jovens e crianças mais desenvolvidas, a doença dura cerca de uma a duas semanas, e, quando há conseqüências, como pneumonia, por exemplo, os quadros não apresentam tanta gravidade. Já o impacto em idosos, imunodeprimidos, recém-nascidos ou portadores de doenças crônicas, como a diabetes, pode ser mais grave, levando muitos à hospitalização.
A vacina contra gripe diminui o risco de contrair a doença em até 90% dos casos, leva 15 dias para produzir o efeito desejado (soroconversão) e deve ser tomada anualmente. O Ministério da Saúde lembra que a vacina não causa gripe e só não podem tomá-la aqueles que têm um quadro raríssimo de alergia comprovada à proteína do ovo, uma vez que o medicamento é produzido em embriões de galinha.
O Comitê Assessor de Práticas em Imunização (ACIP) reuniu-se nos dias 27 e 28 de fevereiro de 2008 para discutir os atuais calendários de vacinação. Decidiu-se estender a recomendação da vacina contra gripe, de 6 meses a 18 anos de idade, sendo que a recomendação prévia era de 6 meses a 5 anos de idade.
A imunização do adulto também é importante porque auxilia no controle da doença e reduz prejuízos socioeconômicos para as empresas através da vacinação ocupacional. Já os idosos também são vacinados e o Brasil procura imunizar mais de 80% da população acima de 60 anos, o que corresponde a 70% dos 16 milhões de idosos, em todo território nacional. Estimativas de estudos internacionais indicam que a vacina contra a gripe provoca redução da mortalidade em até 50% entre a população idosa.
Referência Bibliográfica: http://www.who.int/csr/disease/influenza/recommendations2009south/en/index.html