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Rede de Frio: capítulo V – Importância dos insumos na estabilidade térmica das embalagens para transporte
Por Dr. Diego Gorgulho
As embalagens para transporte de medicamentos refrigerados devem ser desenvolvidas utilizando-se insumos de qualidade, com características físicas que atendam tanto as necessidades do cliente quanto as da Rede de Frio.
A embalagem final, pronta para o transporte, é constituída basicamente por 3 elementos: embalagem terciária, gelos reutilizáveis e isolantes térmicos – e sua configuração defini-se a partir de parâmetros logísticos de transporte e da estabilidade físico-química dos medicamentos.
- Embalagem terciária: utilizada para transportar embalagens primárias (ampolas, frasco-ampolas ou seringas que estão em contato direto com o medicamento) ou secundárias (cartuchos), possibilitando a proteção do conteúdo contra fatores externos (choques mecânicos, radiação, calor, umidade, etc...). Atualmente, na Rede de Frio, estão disponíveis caixas constituídas por poliuretano ou poliestireno expansível;
- Gelos reutilizáveis: utilizados para manter a estabilidade térmica das embalagens na Rede de Frio (5°C ± 3), são constituídos por gel de celulose (sachês, rígidos ou flexíveis) ou por espuma hidroretentora;
- Isolantes térmicos: utilizados para bloquear o efeito congelante ou a transferência da massa térmica de gelos (–15°C ± 5) para os medicamentos, além de auxiliar na estabilidade térmica da embalagem. Podem ser: plástico bolha, lâminas de isopor ou mantas térmicas;
A configuração da embalagem final é determinante para manutenção da Rede de Frio e da qualidade intrínseca do medicamento, devendo ser desenvolvida, validada e seus insumos controlados pelo fabricante de forma que suas características físicas sejam mantidas.
Referência: MS/FUNASA (Fundação Nacional de Saúde), 2001. Manual de Rede de Frio. 3ªed