Por Dr. Diego Gorgulho
O calor se transfere sempre do corpo com maior temperatura para o de menor temperatura, tendendo ao equilíbrio térmico entre os corpos (temperaturas iguais).
As transferências de calor podem ocorrer por condução, convecção e radiação.
Na condução o calor é transferido pelo contato direto entre os corpos, ou seja, numa embalagem para transporte temos a presença de vacinas, gelos, isolantes e isopor. A tendência é o alcance do equilíbrio térmico (2°C a 8°C) promovido pela troca de calor entre os componentes que estão em contato. Neste caso, as bobinas de gelo são os receptores de calor que promovem o resfriamento interno dos produtos e conseqüentemente da embalagem.
Na convecção o calor é transferido de um local para o outro através de correntes existentes nos meios fluidos, fenômeno fundamental para manutenção térmica uniforme dos produtos em que o ar frio, mais denso, tende a descer e o ar quente, menos denso, tende a subir formando um ciclo contínuo de resfriamento.
Na radiação o calor é transferido através de uma energia radiante (sol, lâmpadas...) e essa energia, por sua vez, é absorvida ou refletida por um corpo, dependendo de sua natureza, textura e cor. Os isopores, neste caso, reduzem, mas não impedem as trocas de calor entre os ambientes interno e externo, favorecendo a manutenção da temperatura entre 2°C e 8°C. A exposição das embalagens em radiações ou ambientes mais quentes fará com que toda a superfície da mesma seja afetada, em função da penetração do calor através das paredes, podendo por em risco a qualidade e eficácia dos produtos que necessitam de refrigeração.
Referência: MS/FUNASA (Fundação Nacional de Saúde), 2001. Manual de Rede de Frio. 3ªed