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Rede de frio: capítulo II – Conservação de vacinas .

Por Dr. Diego Gorgulho

Vacinas são produtos perecíveis constituídos por antígenos (proteínas, polissacarídeos, vírus inativados ou vivos atenuados e bactérias inativadas ou vivas atenuadas) que degradam e perdem a potência quando submetidos a temperaturas fora dos limites de especificação (+2°C a +8°C). O sistema de armazenamento e transporte das vacinas tem sido uma preocupação constante de diversas organizações nacionais (ANVISA, FUNASA, CFF) e internacionais (OMS, OPAS, FDA).

Estes produtos devem ser conservados, em toda Rede de Frio, respeitando-se os limites de temperatura e por essa peculiaridade são utilizados insumos para o transporte das vacinas de acordo com as condições climáticas e a distância para a chegada da remessa. Os insumos (gelo reciclável, embalagens apropriadas, isolantes para evitar o contato gelo/vacina) normalmente são configurados para manter a estabilidade térmica das embalagens em até 72 horas de transporte. Os sistemas de configuração das embalagens, bem como os transportes das cargas devem ser testados e validados antes da sua implementação para que seja possível garantir a qualidade da vacina.

Desta forma será possível conhecer os riscos e as condições ideais para o desenvolvimento de medidas preventivas contra desvios de qualidade de vacinas. Pensando nisso, os envolvidos na Rede de Frio, em conjunto, poderão desenvolver um sistema de qualidade voltado para as Boas Práticas de Armazenagem, Distribuição e Transporte.

Referência: MS/FUNASA (Fundação Nacional de Saúde), 2001. Manual de Rede de Frio. 3ªed

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