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Destaque para diferença entre memória e tolerância
Por Dr. Paulo Aligieri
Os palestrantes que atuaram no 3º Encontro Estadual de Imunizações, realizado Associação Brasileira de Imunizações – SBIm – Regional São Paulo, em setembro deste, em Sorocaba, tiveram todos a preocupação de passar mensagens contendo os mais recentes avanços na área das vacinas, mas por outro lado, também levaram em conta que alguns profissionais presentes ainda não tinham tido oportunidade tão boa e tão próxima para se atualizarem (1).
Com isto, todos os presentes ganharam na compreensão ou confirmação de conceitos importantes. Ao se dizer que a vacina conjugada contra pneumococo (ou outro imunobiológico) representa um estímulo à memória imunológica, por exemplo, a intenção é informar que uma dose posterior ao esquema básico provoca uma elevação bem mais acelerada do nível de anticorpos do que ocorre com a primeira dose. A presença de memória imunológica é um componente importante da proteção contra infecções, principalmente para aquelas nas quais há um período de incubação muito curto, como ocorre com a infecção pelo pneumococo e também pelo meningococo.
Já a vacina polissacarídica contra pneumococo pode desencadear uma resposta do organismo que, de certa forma, é oposta à memória imunológica: a tolerância imune (ou hiporresponsividade imunológica). Neste caso, ao se administrar uma segunda dose, após um prazo definido, existe uma queda dos níveis de anticorpos e não uma elevação. O fenômeno já foi bem demonstrado para o pneumococo do tipo 3(2). Ainda não foram completamente avaliadas as repercussões clínicas desta queda na imunogenicidade, mas o conceito deve ser bem conhecido para o planejamento de esquemas vacinais.
Como ocorre em todos os encontros da SBIm, a Tecnocold Express Distribuidora de Vacinas participou como expositora do evento.
Fontes:
1) Anônimo. Associação Brasileira de Imunizações – SBIm – Regional São Paulo. 3º Encontro Estadual de Imunizações. 24/09/2011. Disponível em
2) Poolman J; Borrow R. Hyporesponsiveness and its clinical implications after vaccination with polysaccharide or glycoconjugate vaccines. Expert Rev Vaccines 2011;10(3):307-22 |